Há em Lisboa quem anuncie mudanças a partir de 8 € à hora, e há quem cobre 25 € à hora por dois homens. Nenhum dos dois está a mentir. Estão a vender coisas diferentes com o mesmo nome, e a diferença só aparece no dia — ou no mês seguinte.
Somos uma empresa de preço fixo, por isso leia isto sabendo de que lado estamos. Não vamos, ainda assim, dizer-lhe que o barato é mau: para uma parte significativa das mudanças, é exatamente a escolha certa, e há um capítulo abaixo só sobre isso. O que queremos é que saiba qual dos dois produtos está a comprar.
Comecemos pelo lado de quem cobra. Vinte e cinco euros à hora por duas pessoas dá 12,50 € por pessoa por hora. Desse valor têm de sair: o salário e os encargos de duas pessoas, a carrinha, o combustível, as portagens, os materiais de proteção, a manutenção do veículo, o contabilista e os impostos.
Faça a conta e verá que não sobra praticamente nada. Isso não quer dizer que seja fraude — quer dizer que alguma coisa dessa lista não está lá. Normalmente é mais do que uma.
| Custo real de uma mudança | Valor típico |
|---|---|
| Carrinha, combustível e portagens | 60–110 € |
| Mantas, filme, fita, proteção de pavimentos | 30–60 € |
| Seguro de mercadorias transportadas | custo anual diluído |
| Seguro de acidentes de trabalho da equipa | custo anual diluído |
| Contabilidade e obrigações fiscais | custo anual diluído |
| IVA, acima dos 15 000 € de faturação | 23 % do valor |
A tarifa à hora, tal como é anunciada, cobre a mão de obra. Os restantes itens desta tabela ou aparecem depois no orçamento, ou simplesmente não existem naquele serviço.
Por ordem de importância prática — o primeiro item é, de longe, o que mais custa quando corre mal.
Uma empresa com faturação abaixo de 15 000 € por ano não cobra IVA. Uma acima cobra 23 %.
Isto significa que dois orçamentos podem diferir em quase um quarto do valor por razões que não têm nada a ver com eficiência, qualidade ou margem. É só um limiar fiscal. Quando compara dois números, a primeira pergunta é se ambos incluem imposto — e a segunda, mais interessante, é o que significa uma empresa de mudanças faturar menos de 15 000 € por ano.
Este capítulo custa-nos dinheiro e escrevemo-lo na mesma, porque sem ele o resto não é honesto.
A tarifa à hora é frequentemente a melhor decisão. Nestas situações, contratar-nos a nós é pagar por uma garantia de que não precisa:
A regra prática é simples: quanto menor for o valor do que está a mudar e menor a consequência de um dia correr mal, mais faz sentido a opção barata.
Não são hipóteses dramáticas — são os cenários banais em que a diferença entre os dois produtos aparece.
Sete perguntas. Peça as respostas por escrito — a mensagem serve — e compare-as em vez de comparar números.
Uma empresa que responde às sete sem hesitar já foi questionada antes e tem a papelada à mão. Uma que fica vaga na terceira disse-lhe uma coisa útil, e disse-a de graça.
Para que possa fazer a comparação com números concretos: um estúdio fica entre 300 e 450 €, um T1 entre 360 e 520 €, um T2 entre 520 e 720 €, com IVA incluído. Dois profissionais, carrinha, materiais, seguro de mercadorias, desmontagem e montagem, fotografias nas duas moradas, e o preço fixado por escrito antes de reservar.
Comparado com uma equipa à hora bem organizada, isto é normalmente mais caro. Fizemos essa conta em detalhe no guia de preços de mudanças em Lisboa, e o resultado não nos favorece: a equipa à hora saiu mais barata nos dois cenários.
O que está a comprar por essa diferença é a certeza de que o número não muda, e a existência de uma apólice e de uma fatura se alguma coisa correr mal. Se isso vale a diferença é decisão sua, e depende quase toda do que está dentro das caixas.
Mostre-nos a casa numa videochamada de dez minutos e recebe um preço fixo por escrito dentro de uma hora, com o que inclui discriminado. Depois compare com quem quiser — é para isso que serve.
Pedir preço fixo