O Seixal fica na margem sul e, tal como Almada, a sua logística é decidida pela travessia — ponte ou volta longa, consoante a hora.
Planeamos as mudanças da margem sul a favor da ponte, não contra ela. Atravessar à hora errada pode custar uma hora em cada sentido, por isso os trabalhos no Seixal começam cedo. Como o preço é fixo e não à hora, esse planeamento é responsabilidade nossa e o trânsito nunca chega à sua fatura.
O Seixal foi construído em grande parte depois de Almada, e isso nota-se pelas boas razões. Os apartamentos são mais recentes, as portas têm largura normalizada, os elevadores são comuns e os prédios ficam com espaço à volta em vez de encostados à rua. Carregar aqui aproxima-se mais do Parque das Nações do que de qualquer coisa na cidade antiga.
Os núcleos ribeirinhos mais antigos — o próprio Seixal, a Amora, Arrentela — mantêm ruas pequenas e prédios baixos, e uma casa por lá é outro trabalho que um apartamento nas urbanizações novas. Mesmo concelho, e a diferença é suficientemente grande para querermos sempre ver o acesso.
Rés-do-chão com quintal ou garagem são muito mais frequentes aqui do que em Lisboa. Isso é transporte fácil e volume complicado: mobiliário de exterior, ferramentas, uma bicicleta que ninguém mencionou. Mostre-nos o exterior tal como o interior.
O Seixal é a zona mais distante da margem sul onde trabalhamos e, ao contrário do que se pensa, é com frequência o trabalho mais tranquilo. A travessia é o mesmo problema que em Almada, mas passada essa parte as ruas são mais largas, os prédios mais novos e a carrinha chega à porta.
Planeamos a travessia da mesma maneira: começar cedo, evitar a hora de ponta e, se for preciso uma segunda viagem, fazê-la a meio do dia. No regresso, o que interessa vigiar é a acumulação da tarde no sentido de Lisboa, não a da manhã.
As regras de estacionamento aqui são as do próprio município e diferem das de Lisboa. Não confirmámos o prazo de antecedência para o Seixal, por isso, quando é mesmo necessário lugar reservado, verificamos o requisito atual em vez de assumir que se aplica a regra de Lisboa.
A componente de distância é da mesma ordem que Almada — cerca de 45 a 75 € a partir do centro de Lisboa, com portagens incluídas, acordados à cabeça. O que costuma surpreender é que a mudança em si pode sair mais barata do que a equivalente dentro de Lisboa, porque elevadores e acesso automóvel eliminam as partes caras.
Para um T3 com elevador, o Seixal pode ficar abaixo do que a mesma mobília custaria na Graça, mesmo já com a travessia somada. Não é conversa de venda, é aritmética: escadas e distância a pé custam mais do que autoestrada.